17/11/2017

Ajuda Financeira

Postado por Equipe de Marketing

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Entrar numa faculdade ou universidade ainda é o sonho de muita gente. Entretanto, se você não foi aprovado em uma instituição pública e também não tem dinheiro para bancar esse sonho, de repente, recorrer a algum tipo de financiamento estudantil pode ser uma alternativa. Mesmo assim, vale analisar cada um dos modelos para não dar um passo maior do que a perna e ficar atolado em dívidas, antes mesmo de começar a estudar.

Por onde começar

Mesmo que para a maioria dos modelos de crédito estudantil o pagamento seja feito somente depois do término dos estudos, é preciso considerar pontos importantes de embarcar nessa. Antes mesmo de tentar algum, vale procurar alternativas dentro da própria instituição de ensino. Sua faculdade ou universidade pode te dar uma bolsa? Quais são as condições exigidas para participar desse programa? Seus pais ou algum parente próximo não podem te ajudar em um financiamento particular?

Se é você quem paga suas contas, já tentou conseguir um aumento ou mesmo cortar os gastos com coisas supérfluas para melhorar as chances de bancar a faculdade? Se nenhuma dessas perguntas forem respondidas de forma positiva, a alternativa do financiamento ainda tem que ser bem avaliada. Basta pensar que, mesmo sendo pago depois do término dos estudos, os juros são anuais e, geralmente, acertados para o início do pagamento com base no valor da última mensalidade.

Programas de financiamento do governo

Alguns programas de financiamento do governo (federal, estadual e municipal) podem servir de alternativas para você estudar. Conheça alguns deles e saiba como participar de cada um:

FIES (Fundo de Financiamento Estudantil)

Criado pelo Ministério da Educação (MEC) o FIES tem por princípio financiar a graduação para quem estuda em faculdades e universidades particulares, mas não tem renda o suficiente para bancar os estudos. No entanto só podem participar do FIES os alunos que estejam matriculados nas instituições cadastradas e em cursos com avaliação positiva pelo MEC. Além disso, para ingressar no FIES é necessário que o aluno tenha feito a prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), com nota mínima de 450 pontos e sem zerar a redação. Este aluno também não pode ter uma renda familiar superior a três salários mínimos por mês. Vale lembrar também que o FIES trabalha com juros de mais ou menos 6% ao ano. Há ainda uma taxa trimestral paga pelo aluno, no valor de R$ 50, como pagamento dos juros.

ProUni (Programa Universidade para Todos)

Também criado pelo governo federal, o ProUni visa a concessão de bolsas de estudo para estudantes de baixa renda. Estas bolsas podem ser pagas integralmente pelo programa ou parcialmente (cerca de 50%). O que manda nisso é a sua nota no ENEM. Como no FIES, o aluno tem que ter obtido pontuação igual ou superior a 450 e de jeito nenhum ter zerado na redação. Outros requisitos solicitados para que o aluno utilize o ProUni são: Ter estudado em escolas da rede pública ou na rede particular como bolsista integral; Não ter outro diploma de curso superior; O rendimento de cada familiar em sua casa não pode ultrapassar 1,5 salário mínimo (para o caso de bolsas integrais) ou três salários mínimos (para bolsas parciais); Portadores de necessidades especiais e professores da rede pública também podem se inscrever para bolsas do ProUni.

SISU (Sistema de Seleção Unificada)

Totalmente baseado na nota do ENEM, o SISU (Sistema de Seleção Unificada) foi criado pelo MEC para escolher candidatos para vagas em universidades e faculdades públicas. Um sistema online seleciona aqueles inscritos que não zeraram na redação e nem na prova do ENEM. É necessário que o interessado se inscreva e veja só: ele tem a opção de se inscrever no local e instituição de ensino que preferir e também em duas opções de cursos.

Programas de instituições privadas

Algumas instituições bancárias e redes de universidades oferecem sistemas de financiamento estudantil. No entanto, os especialistas em finanças recomendam que, assim como no FIES, diversas contas sejam feitas antes de contratar alguns deles. Os bancos, por exemplo, oferecem o crédito com juros geralmente acima dos propostos pelos programas governamentais. É preciso ficar atento! Veja alguns exemplos de outras formas de financiamento:

PraValer

Disponível em mais de 300 instituições conveniadas em todo o Brasil, o PraValer funciona de forma semestral. Assim, o aluno interessado verifica se a instituição escolhida trabalha com o crédito educativo e se inscreve. Para participar é necessário que o aluno tenha um “garantidor”, que pode ser alguém da família, que tenha renda superior a um salário mínimo. As mensalidades são pagas integralmente pelo fundo e você as paga de volta no semestre seguinte, podendo renovar o crédito, desde que não haja atraso no pagamento de nenhuma das mensalidades. Quem quer se inscrever também não pode ter restrição em SPC, Serasa e afins.

PEP (Parcelamento Estudantil Privado)

Alunos calouros podem ingressar no PEP (Programa Estudantil Privado). Funciona assim: o aluno escolhe uma das instituições participantes e também o modelo de PEP. São três oferecidos: dentro do curso que pode participar destes programa de parcelamento, no PEP 25, o aluno financia 70% do valor bruto da mensalidade e arca com 30% deste valor. Para o PEP 30, o desconto é de 30% e o aluno paga 70% do valor da mensalidade, enquanto faz o curso. Já no PEP 50, 50% do valor bruto da mensalidade é financiado e os outros 50% são pagos pelo aluno todo mês. Todos eles podem ser pagos depois que você se formar.

Cuidados com financiamento estudantil

O maior risco de quem entra em um financiamento estudantil é sempre o de não conseguir pagá-los ao final do curso. Portanto, vale avaliar cada opção do financiamento oferecido. Fora os programas do governo, os oferecidos diretamente por instituições de ensino costumam ser mais vantajosos e cobram menos juros em comparação aos bancos, por exemplo. Veja o que se encaixa em seu orçamento e realize o sonho de cursar ensino superior.

 

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